Monday, December 19, 2005

No Javari



Ainda na área das lembranças de andanças e encontros, eoncontrei esta foto tiada no rio Itacoaí, braço esquerdo do rio Javari, no Amazonas. Cmigo eno meu bote, navio, nave, estam doisrapazes alnos da New York Film School e um morador do Lago Rafael, no mesmo rio. Saudades.

Neusa

Mais uma foto. Uma foto antes da vinda doTiago, do Fael.

Neusa



Um milagre que apareceu na minha jornada. Neusa veio para dizer que avida não é como a gente quer. Eu tinha tudo planejado. Ela foi a mudança na rota.

Ma dammi, dammi, dammi mille bacci e cento e mille e cento e mille e cento.

Cosi tra mille baci ed abbracci godiamoci la vita e il momento

Monday, December 05, 2005

Estréia do Rafa

Rafael Alípio Storch Lima, acabando de chegar em casa,no Potal da Foz, em Fozdo Iguaçu

Estréia do Tiago


O primeiro dia do Tiago Henrique Storch Lima na Terra. Ainda no berçário da Maternidade do Hospital Costa Cavalcanti em Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil.

No Aeroporto

Tiago Henrique Storch Lima e Rafael Alípio Storch Lima, no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu-Cataratas. Tiago e Rafael são parte desta jornada minha pela Terra.

Monday, November 21, 2005

Homenagem


Li um livro chamado "Aprendiz de Feiticeiro" (Witchdoctor's Apprentice). Foi lá pelo início da década de 1980. O livro já tinha mais de 20 anos. Me impressionei com o livro pioneiro na valorização das plantas amazônicas. Eu sonhava em conhecer a autora, Nicole Maxwell.
Um dia, no Aeroporto de Tabatinga (AM), onde morava, vi uma senhora, que aparentava uns 70 anos, sentada à mesa do bar do aeroporto, escrevendo e fumando. Me dirigi a ela e perguntei: Nicole Maxwell? Era ela. Minha amizade com ela durou todo o restante dos anos 80. Em 1990, voltei para o Sul do Brasil. Ela faleceu em 1998. Link para o site onde achei a foto, ao lado.

Sunday, November 20, 2005

No Trike


Eu sou a pessoa logo atrás do Alemão, o piloto, abordo deste "trike". Na realidade trike seria somente o nome do "triciclo". O conjunto triciclo, asas, motor, cadeiras formam uma aeronave completa e maravilhosa chamada "asa delta motorizada". Segura. Aterriza sem motor e dá uma sensação incrível de liberdade. A empresa se chama Weekend Fly, é de um amigo meu, meu antigo instrutor de vôo livre. Parapente, para ser exato. Hoje a Weekend Fly oferece vôos panorâmicos e cursos de pilotagem. Fica em Foz do Iguaçu, no bairro de Três Lagoas, proximo ao Lago de Itaipu. Ótimo lugar. Recomendo, viu? A foto foi tirada pelo meu colega, agente de viagem Fernando Martin. Os sites em questão www.weekendfly.com.br e o do Fernando é www.martintravel.com.br.

Tuesday, November 15, 2005

No Pantanal


Esta é uma de minhas preciosas fotos. Lá por volta de 1993, eu decidi ir para o Pantanal e promover um turismo de Natureza radical. Nada de motor. Meu meio de transporte era o kayak e a canoa canadense - na falta de uma boa amazonense. As melhores fotos de revoadas de pássaros acontecem porque os pássaros estão deseseprados tentando fugir do barulho do motor. A revoada é bomita mas é perversa. Na foto estou dando carona a um menino de Corumbá que estava passando férias com a avó, Dona Madalena, às margens do rio Abobral, na chamada Estrada Parque, que liga o Buraco da Piranha ao Passo do Lontra. Minha grande alegria era passar pelos jacarés, de pertinho, sem que eles corressem.

De ônibus

Eu já viajei de Foz do Iguaçu ao Caribe, de ônibus. A rota foi Foz do Iguaçu -Campo Grande, Corumbá, Santa Cruz de la Sierra, Cochabamba, La Paz, Copacabana, Yunguyo, Puno, Arequipa, Lima, Tumbes, Machala, Guayaquil, Quito, Tulcan - Ipiales, Pasto, Cali, Bogotá, La Libertad, Santa Marta, Caribe. Mas e hoje como fica? Coloco aqui um texto que escrevi para as Notas do Turismo:


As Notas do Turismo têm como propósito falar de tudo um pouco. Política do turismo, preservação, cultura do turismo, pessoas, destinos, meios de transporte, tudo o que seja humano. Hoje, o assunto é o ônibus de linha especialmente aqueles que cobrem grandes distâncias.

Quanto custaria fazer uma volta à América do Sul , de ônibus? Digamos que saiamos de Foz do Iguaçu com destino a Caracas. Ou então de Foz com destino ao México. Entre Foz e Buenos Aires vocês terão duas possibilidades. Primeiro ir de Pluma direto até Buenos Aires ou ir de Crucero del Norte. Com as duas você embarca em Foz e só desce em Retiro – a Estação Rodoviária de Buenos Aires. Dica. Se você for de Crucero del Norte você economiza a janta, ou almoço. A Pluma pára para almoço. A Crucero del Norte é mais cara que a Pluma mas o serviço é melhor. Há várias empresas que vão para Buenos Aires saindo de Puerto Iguazu. Elas tendem a ser pinga-pinga pelo menos até Posadas.

Vamos para Lima, Peru. É uma viagem de arrepiar. De retiro partem ônibus para um mundo de cidades. Minha linha preferida é a Buenos Aires – Lima pelo Expreso Ormeño. Você sai segunda-feira às 18h e chega na quinta. Se você quiser pode pegar o Ormeño direto de Lima para Bogotá (Colômbia) ou Caracas. Há ônibus de Caracas à Manaus ou Manaus à Caracas. A viagem dura 36 horas, custa R$ 200,00 e percorre 2.350 quilômetros. Imagine que empresa faz a rota? Resposta a nossa Eucatur. Uma empresa do Oeste do Paraná cobrindo a América do Sul: de Ijuí a Caracas, Venezuela. Não dá para vir de ônibus entre Manaus e Porto Velho. A saída é o Avião ou o barco. Nunca fiz a viagem mas parece que de Porto Velho a Manaus de leva sete dias. E na direção oposta? Se alguém souber...informe.

Se você decidir ir ao México, olhe o que você faz. Em Bogotá pegue um avião para o Panamá. Ir por terra é bonito. Mas é preciso ter dinheiro. Não há estrada entre Colômbia e Panamá. Por isso a saída é voar de Bogotá ou Medellín para a cidade do Panamá. Por terra se pode ir de Medellín para Turbo, no Golfo de Urabá e daí para as praias do Caribe em uma região que tem um embalo turístico chamado Capurganá, departamento de Chocó, Colômbia. É uma paraíso, mas pode haver guerrilha por perto. Daí si são alguns quilômetros por terra para o Panamá. As palavras que cruzam seus ouvidos são, entre outras, Ilhas Perlas, Necocli, Selva do Darién. Mas, há sérios problemas para tentar entrar no Panamá por aí. O Panamá exige que você tenha passagem aérea de regresso para o Brasil e US$ 500 no bolso. Este é o motivo da viagem de muita gente terminar aí. Mas caso você chegue na cidade do Panamá, daí pra frente tudo é fácil graças a empresa Ticabus. Na América Central há muitas empresas com nomes curtos como TICA (Transportes Internacionales de Centroamémerica) de onde vem o Ticabus, TACA (Transportes Aéreos de Centroamérica e COPA (Compañía Panameña de Aviación. Logo volto com mais!


Brasilia


Brasília, cidade capital, cidade coração. Veja que linda Brasília vista do espaço nesta foto da NASA. Brasilia parece um duisco voador. Parece com uma arraia. Uma soia. Parece com uma coisa viva. Parece com uma cigarra-mariposa. Que linda Brasília. Inclui esta foto nas minhas jornadas porque de alguma maneira é. Como disse o poeta o Mar de Brasília é o Céu.

Em Brasília, há alguns anos, alguém escrveu o livro Brasilia Secreta. E isso me inspirou a escrever a Y-Guaçu Secreta. Veja na fot a Brasília Secreta no Segredo da Folha espacia. l

Candiru


Protegei-me, senhor, estou fora deles. Há uma série de espécies de pequenos bagres que atendem ou foram apelidados pelo nome de Vandellia. São o Vandellia balzanii, Vandellia beccarii, Vandellia cirrhosa, Vandellia plazaii e Vandellia sanguinea. Como um ótimo ex-guia de turismo da Amazônia, não me pergunte porque ou caso você me pergunte, sou eu quem lhe pergunta: você desconfia de algum motivo especial para que duas espécies de Vandelia se chamem, respectivamente, cirrhosa e sanguínea? Eu não gosto desta história de cirrose.

Bem, acrescento mais um nome para este pequeno siluriforme ou bagre. Ele é chamado também de playboy do Solimões. Esse nome é sem dúvida muito usado na Ilha de Aramaçá, perto de Tabatinga, dizem que Jules Vernes, mencionou esta esquecida ilha brasileira em um de seus livros. O dito cujo silúrio tem um costume de se enfiar, penetrar no canal ou uretras humanas, ou de qualquer outro mamífero. Ele entra também em qualquer outro orifício - e eu nem estou pensando no orifício que você está pensando. Estou pensando em guerlras de peixes, orelhas de animais ou gente etc. Segundo o Chuço, um senhor que hoje deve estar com uma idade boa, metade das meninas da região perderam a virgindade devido a acidentes uretrais causados pelo Vandellia.

Mas muitos homens também, se esqueceram do perigo, tiraram o pinto para urinar debixo da linha d´água e de repente sentiram a investida do candirú que tentava subir a uretra pelo interior do pênis. Como o peixe não consegue ir muito longe, ele fica entalado. Não vai pra frente. Não retorna por causa das espinas que se abrem qaundo são puxadas para fora. A vítima urra de dor. Os médicos civilizados que vem de São Paulo, Brasília, Bogotá ou Lima não estudaram nada sobre cirurgias para resgate de candiru. Pelo menos um médico gay que veio de Bogotá desmaiou quando eu levei um paciente e ele perguntou, ao ver o rapaz, brasileiro, sangrando e chorando. Que tiene él? Eu respondi: ele está com um peixe dentro do pinto. O médico não agüentou. Coloco aí a foto de um candirú papa canal urinário para que você saiba. Viu? A foto neste link. Se quiser ler um pouco mais sobre o candiru, desta vez com uma visão de pescador vá em frente, eu fico.

Hidroavião

Eu era amigo do mecânico desse avião. Ele morreu. No Amazonas, o avião matou muita gente. Todo mundo já perdeu alguém. Eu perdi Alberto Orrego - meu chefe. Era ele quem dizia que eu só servia para turista sério. Orrego era especial. Ele tinha uma filha, mulher. Ele não quis dar um nome à menina quando nasceu. Que direito tenho eu de dar-lhe um nome que será uma carga para o resto da vida. Daí, a registrou no cartório com um nome provisório: PERSONA. Quando a "personita", completasse quinze anos, poderia mudar o nome. Daí Alberto morreu e Persona, não quis mudar o nome.

Urumutum


Urumutum. Esse é o nome desse super charmoso riozinho, ou igarapé. Se eu alguém vez eu pensei em um rio ser o meu rio, o meu rio é o esse. Durante anos, ele foi o meu igarapé ou caminho de igará / canôa. Morei nas margens nas margens dele. Quando ele transbordava, quase me matava. Quando ele estava assi m como aparece, ele me refrescava. O urumutum era minha geladeira. Para que geladeira? Para que carro? Ela era minha estrada. Paera que cavalo? A canoa era a montaria e assim é chamada. Passei uns anos com séria crise de hemorróidas. O Urumutum me refrescava, Baixava as calças nele e rodava os olhinhos. Ás margens dele, lia poemas de Pablo Neruda. Lia livros de antroplogia, livros de ornitologia. No urumutum eu filosofava. Lembro-me de uma aranha que vivia no alto de uma árvore cujos galhos se extendiam sobre o Urumutum. Fiquei extasiado, ao ver a aranha lançar uma rede do alto dos trinta ou quarenta metros da árvores. E começa a descer, como se fizesse rapel. E eu de olho na aranha. De olho na água. Foi quando um peixe que se alinhava para esperar a aranha. A aranha vinha na para a mira do peixe. Finalmente a aranha tocou a pontinha ou extremidade algo pontudo de sua bundinha na água. Foi a última vez. Para mim, foi uma lição sobre as incertezas da vida. As incertezas estão sempre lhe esparando. É o que acontece quando a gente entra em um carro para viajar. Quem sabe se lá pelo meio do caminho não tem um peixinho diabólico para deglutir a gente? É o que aconteceu con tantos amigos meus. Garanto que seus também. Amo o urumutum. Mas creio que o urumutum deve estar destruído. A civilização estava chegando perto dele.

Tambores


A Casa de Oração, OPY nas linguas de origem tupi ou guarani é o lugar mas sagrado em uma comunidade original da Terra. Aqui vemos a Casa Sagrada dos Marui onde se encontram os dois tambores cerimônias. Esses tambores podem enviar mensagens a longas distâncias. É uma sensação muitio bonita estar sob a unfluências desses tambores. É como disse o escritor Joseph Conrad: "A batida do tambor, se confundia com as batidas de seu coração"...

Apetrechos

Esta foto ainda é sobre o tema da coca. Aí temos um pilão, a parte de baixo, na vertical. Em cima, na horizontal está o pau utilizado para socar coisas no pilão. E o que se soca neste pilão é a folha de coca seca. As folhas vistas no chão, são de imbaúba ou embaúba. Elas são torradas e transformadas em cinza. A cinza se encontra no latão que está ao lado. A cinza se mistuira à coca para aumentar a alcalinidade. A coca assim só é usada em cerimônias de conhecimento.

Mãe Coca

Esta planta verdezinha se chama coca. Não entre em pânico. Não é cocaína. É coca e para os membros da comunidade huitotu ou marui da Amazônia, esta é uma planta sagrada. Para mim também.

Os mitos e lendas dos Maruis explicam como o espirito criador, o supremo, criou a coca para transmitir educação e esclarecimento. A cocaína civilizada é outro problema. É uma prostituição.

Afinal tudo o que a "civilização" toca se prostitui. É uma civilização que tira o cabaço de tudo. É como Midas. Tudo que MIdas tocavba virava ouro. Por isso se diz Toque de Midas. A civilização tem outro toque. A civilização tem E por trás de tudo está o dinheiro. Veja como é linda a coca sagrada. Esta é uma variedade amazônica. Nos Andes há outras variedades. Lá eslas são chamadas de Mama Coca.

No lago Saraiva

Esta foto foi tirada no Lago Saraiva. No Peru. Ou melhor no lado peruano do rio que eu chamo de Amazonas e o resto do Brasil chama de Solimões. O Lago Saraiva está en frente a Tabatinga, Brasil. Em frente ao bairro da Comara. Em frente a área do Batalhão. Dizem que antes houve uma fortaleza imperial aqui, mas o rio Amazionas, a comeu. O rio come tudo. A minha "passageira" é colombiana. O lago estava coberto de vegetação verde. Não é terra firme, não.

Leslie


Essa é a Leslie Adams, da Nova Zelândia. Eu fazia tudo que ela queria. Ela mandava, eu fazia. Ela pedia eu entregava. Na foto, ela acabava de tomar o comando de minha canoa amazonense. Gente muito boa. O rio que se vê atrás, dominando todo o espaço é o podroso Amazonas. Nets parte, ele tem uns nove quilômetros de largura.

Monday, November 14, 2005

Canoagem no Amacayacu

Ainda no Parque Nacional Amacayacu, Colômbia. Eu encorajei o diretor do Parque lá para que tivesse canoas pequenas para que as pessoas pudessem se aventurar nos rios, pelos igarapés, igapós, furos, paranãs no estilo amazonense. Foi aí no amazonas que eu aprendi a remar e aprendi a amar o remo. O casal na foto se conheceu na minha excursão. Ele é alemão. A moça se chama Craig, da Nova Zelândia.

Meu navio


Como saiu pequena esta foto. Bem aí temos a minha canoa. Quer dizer o meu barco. Era uma linda canoa de madeira escavada em uma árvores inteira, um só tronco de madeira e equipada com um motor Yamaha 5O ou 55. Não há estradas [graças a Deus] nesta parte da Amazônia. A canoa aí era o meio de transporte oficial de meus turistas pagantes. Havia maiores e menores. Dentro se pode ver algumas pessoas. É um grupinho de quatro mulheres.

Proto-ecoturismo


Hi, Hi. Você sabia de onde veio essa idéia de arborismo? Esse negócio de andar trepado em árvores pelas florestas do mundo? Aí está. Esta escada está ou estava no Parque Nacional Amacayacu na Amazônia colombiana. Nessa época aí, final dos anos oitenta, haviam rodado o filme Brincando nos Campos do Senhor [At Play at the Fields of the Lord] e um pouco antes haviam filmado Fitzcarraldo com Klaus Kinski e outros grandes nomes. O primeiro tinha muitas imagens de cordas e gente voando pelas árvores. Aí a equipe do PN Amacayacu começou a bolar uma maneira de subir nas árvores para ver o mundo lá de cima. Antes disso, o Dr. Evans Schultz, o criador da ciência chamada de etnobotânica, já utilizava de cordas para subir, ou melhor fazer uns peões subirem até os topos de árvores em busca de plantas. É... eu conheci o Dr. Evan Schultz da Universidade de Harvard. Eu acho.

Eu, guia


Olhe eu aí, pessoal. Uma das vantagens de ser um pouco mais velho é que já tivemos tempo de fazer tudo. A desvantagem é que pode nãop ter mais tempo para fazer muito mais. Veja esta foto: aqui estou na floresta amazônica, mais especificamente em algum lugar próximo à aldeia Yagua com um grupo de gatinhas da Universidad Nacional de Colombia. Ótima universidade, quando não estava fechada e ocupada pelos militares. Estas meninas faziam parte de grupos de estudo e eu era conhecido como o guia de turismo mais sério daquela área da Amazônia. Eu adorava este trabalho na Amazônia. E confesso, tenho saudades. Estas fotos estavam em um site meu sobre a Amazônia. Mas o provedor vai fechar e me despejou da casa virtual.